seu sopro de leve, com medo e receio é triste e pouco.
sua voz é fraca como que para não assustar, não quer impor nada.
quer passar a sutileza que, por certo, existe.
mal sabe ele que a menina ali sentada carrega consigo furacões, gritos e tormentos.
sobe a serra.
lá deve encontrar semelhanças.
encontra o que queria carregar, mas como não pode, chuta a pedra, desce a serra.
-só queria sentir o vento cortar.
só queria ter a ferida aberta, pra quem sabe assim, se aliviar.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
sede.
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pois é, chica... é como disse a Adélia: "não quero faca nem queijo, eu quero a fome."
ResponderExcluir*a fome, a sede, o vento cortando, a ferida aberta...: a poesia.
abs+ão.
Eu também carrego furacões.
ResponderExcluirE carrego canções que não sei cantar.
Um beijo, Luiza!
Perdidos em nós mesmos, nunca conseguimos fazer o que realmente temos vontade!
ResponderExcluirE ai surgem músicas e essa linda poesia.
Eu também tenho sede e fome de tudo.
ResponderExcluirTem dias em que eu carrego tufões ou brisas dentro de mim.
Um beijo flor!
É Luiza...
ResponderExcluirHá tempos te encontro no deserto...
Sede de se ferir ou de encontrar a cura para a dor?
Sedenta pra ir ou farta de subir a serra?
O pouco que goteja é poesia...
Elixir ou lágrima?
Que fique um abraço sincero meu!
Muito profunda sua escrita!!!
ResponderExcluirBeijo