sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

sede.

seu sopro de leve, com medo e receio é triste e pouco.
sua voz é fraca como que para não assustar, não quer impor nada.
quer passar a sutileza que, por certo, existe.
mal sabe ele que a menina ali sentada carrega consigo furacões, gritos e tormentos.
sobe a serra.
lá deve encontrar semelhanças.
encontra o que queria carregar, mas como não pode, chuta a pedra, desce a serra.
-só queria sentir o vento cortar.
só queria ter a ferida aberta, pra quem sabe assim, se aliviar.

6 comentários:

  1. pois é, chica... é como disse a Adélia: "não quero faca nem queijo, eu quero a fome."

    *a fome, a sede, o vento cortando, a ferida aberta...: a poesia.

    abs+ão.

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  2. Eu também carrego furacões.
    E carrego canções que não sei cantar.
    Um beijo, Luiza!

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  3. Perdidos em nós mesmos, nunca conseguimos fazer o que realmente temos vontade!
    E ai surgem músicas e essa linda poesia.

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  4. Eu também tenho sede e fome de tudo.
    Tem dias em que eu carrego tufões ou brisas dentro de mim.
    Um beijo flor!

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  5. É Luiza...
    Há tempos te encontro no deserto...
    Sede de se ferir ou de encontrar a cura para a dor?
    Sedenta pra ir ou farta de subir a serra?
    O pouco que goteja é poesia...
    Elixir ou lágrima?
    Que fique um abraço sincero meu!

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  6. Muito profunda sua escrita!!!

    Beijo

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